sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Derrubando Barreiras: inclusão social de surdos aumenta consideravelmente a cada ano.



Segundo pesquisas realizadas em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há no país o equivalente a 5,7 milhões de pessoas no Brasil com alguma Deficiência Auditiva,o que representa 2 % da população brasileira. Dessas,mais de 406 mil em idade escolar,no entanto,somente cerca de 74 mil cursavam a educação básica. Tais resultados confirmam o quanto essa população está fora da escola, motivos estes que justificam a urgência de estudos e intervenções nessa questão. 

A educação dos surdos tem se mostrado sempre como um assunto polêmico que requer cada vez mais a atenção de pesquisadores e estudiosos da educação. As propostas educacionais desenvolvidas ao longo do último século não se mostraram eficientes e encontra-se um grande número de sujeitos surdos que após anos de escolarização apresentam uma série de limitações, não sendo capazes de ler e escrever satisfatoriamente. Implicações essas,cujas maiores conseqüências se fazem observar na inserção dos surdos no mercado de trabalho. Discriminação e preconceito são problemas que ainda afligem a grande maioria dos portadores de deficiência auditiva. 
Muitas vezes, essas pessoas tendem a ser excluídas amplamente da vida social, econômica e política da comunidade, devido ao desconhecimento de suas necessidades no planejamento das políticas, programas e instalações físicas. 
Vários estudos apontam para fracassos e insucessos, prós e contras, tanto do ensino especial, exclusivamente voltado para o atendimento da pessoa surda, como da inserção desses sujeitos no ensino regular (Revista Espaço 1997).

Estatísticas, apontadas pelo IBGE (2010) revelam as seguintes taxas:



Educação em classes comuns
Educação para surdos ou classes especiais
- 25.974 – estudantes surdos
- 31.190 – com deficiência auditiva
- 11.473 – estudantes surdos
- 5.715 – com eficiência auditiva

Nesse sentido, focalizar estudos sobre a prática educacional que envolve os surdos pode revelar-se muito interessante, já que abre uma perspectiva de discussão perante certas perspectivas do funcionamento dos sujeitos e de dinâmicas em sala de aula que podem trazer contribuições importantes para a reflexão dos múltiplos papéis das instituições escolares e do governo. 

Entrevista


Várias são as instituições e organizações espalhadas pelo país,que prestam serviços de auxilio e proteção as pessoas com surdez. Dentre as muitas, pode-se fazer referência ao Centro de Atendimento a Pessoas com Surdez (CAS) do Estado de Alagoas. O Centro tem a missão de produzir e difundir conhecimentos científicos na área de surdez e melhorar a qualidade de vida dos surdos do nosso estado.  Para melhor aprofundar a análise do tema proposto,foi realizada uma entrevista com Radjalma Teixeira, Graduado em Tradução/Interpretação de Língua Portuguesa e língua de Sinais Brasileira. Atualmente trabalha no CAS-AL, no Atendimento Educacional Especializado - AEE, e No Senai-AL como tradutor/Intérprete. Informando que é atuante na educação de surdos a 10 anos. 
Algumas perguntas foram realizadas:

1. Como funciona e educação especial para deficientes auditivos ? Qual o método adotado pelas escolas ?


Atualmente a educação de surdos está fundamentada na política de inclusão, e nas leis que garantem a permanência e acessibilidade desses alunos nas escolas. Com a Lei 10436/2002 e o Decreto 5626/2005 esses alunos tem como garantia a presença de um tradutor/intérprete em sala de aula fazendo valer assim o direito de ter acesso aos conhecimentos em sua língua natural, a Libras. Embora esse direito seja garantido por lei, ainda há bastante precariedade no que diz respeito as especificidades dos sujeitos surdos, pois,  o projeto educacional está formulado para atender uma maioria, os ouvintes, que ouvem e falam o português, e não atendem as especificidades de um sujeito dos sujeitos que não dominam a língua portuguesa, e se expressam em uma outra língua, e com um agravante: uma língua de modalidade completamente diferente. Por mais competente que seja o tradutor, ele não consegue transformar o projeto educacional num projeto que venha atender as necessidades dos surdos.


2. Como funciona o setor público da educação para esses alunos ?


O setor público aqui no estado tem avançado muito no que diz respeito a educação de surdos! Há escolas - chamadas Escolas Pólos - onde esses alunos tem a garantia de um intérprete, desde as séries iniciais até o ensino médio! Porém, ainda falta interesse por parte do serviço público em garantir de fato esse direito, pois esses profissionais são contratados e não concursados, não havendo investimento em capacitação continuada, salários justos, e etc...


3. Quais as maiores dificuldades enfrentadas pelos alunos ? Existem propostas para solução desses problemas ? Quais ?


As dificuldades são muitas. Além da questão curricular não adaptada, existe sim dificuldades em relação a família, na própria comunicação, e isso acarreta num problema muito maior: no desenvolvimento da linguagem, ou melhor dizendo, no defict de linguagem! Muitos desses alunos não conseguem acompanhar o ritmo educacional pelo fato de ainda nem terem um bom desenvolvimento de linguagem e compreensão na sua própria língua. Muitos conceitos básicos são desconhecidos.

4. Como tem sido o apoio do estado com relação a inclusão ?


Como dito anteriormente, Alagoas tem avançado, e muito. Esses alunos tem a possibilidade de, em seu contraturno, ter atendimento educacional especializado - AEE. O centro responsável por esse apoio é o CAS -Centro de Atendimento ao Surdos. Esse centro, órgão da Secretaria de Educação , regido pelo GERESP, também é responsável por capacitações como: cursos de libras para as famílias de surdos e para a comunidade, curso de formação de professores em educação e surdez, curso de formação de tradutor/intérprete, apoio às escolas pólos, além de atendimentos as próprios surdos por meio de oficinas de desenvolvimento de linguagem, aquisição de primeira língua, atendimento psicopedagógico, fonoaudiológico dentre outros. Porém, ainda faltam muito mais investimentos, pois faltam profissionais capacitados além de que esse trabalho ainda não está ramificado ao ponto de atender os diversos municípios nos quais, muitos surdos, famílias e profissionais da educação estão sem esses serviços.


5. Em relação a formação profissional e mercado de trabalho, como ocorre a integração do surdo ?


Hoje o mercado de trabalho para as pessoas surdas tem aberto as portas. Além disso, os próprios surdos tem buscado se profissionalizarem através de graduações, cursos técnicos e profissionalizantes. Devido a divulgação da língua de sinais e de sua importância, empresas tem se dedicado a investir em cursos de libras para seus funcionários. mas esse número é mínimo. O surdo sim, ainda encontra muitas barreiras, pois não há intérpretes nos diversos setores da sociedade, limitando assim a conquista de espaços.

Como já analisado, muitas coisas já foram conquistadas e muitos espaços abertos e ocupados. Mas muitas coisas ainda precisam ser modificadas, principalmente para aqueles portadores de deficiência que sofrem pela falta de uma política governamental e/ou de uma sociedade civil mais efetiva. Dessa forma a efetiva participação da pessoa surda na sociedade implica a ampliação de seus direitos a oportunidades sociais,profissionais e educacionais como a maioria da pessoas tem acesso e na sua aceitação perante a comunidade.



















terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Apresentação Kalyca

Oi, meu nome é Kalyca, faço Serviço Social e gosto de pão com ovo, quer ser meu amigo ?
Vivi apenas 18 primaveras,moro na mesma humilde residência em que nasci, na companhia de minha irmã,avó e amada bisavó materna. Sinceramente sou muito inteligente, bonita e incrivelmente humilde. Sei dos meus sonhos e luto para conquistar todos os meus objetivos, meu lema é: Quer ? Corra atrás, por que a única coisa que cai do céu é a chuva.

Obs: Cuidado para não se apaixonar, por que estou indisponível no momento! kkkkkkkkkk

Beijos!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Apresentação do Blog

O blog se chama DKRRS, uma abreviação das iniciais dos autores. Este blog foi criado a pedido do Professor Alan Jardel, que leciona a disciplina eletiva de Oficina de leitura e produção de textos. Aqui serão publicados nossos textos produzidos na disciplina. Estamos acreditando nesse desafio, com as melhores expectativas possíveis para este trabalho, daremos nosso melhor !

Apresentação Sibelly Tenório

"Não me prendo a nada que me defina.Sou companhia, mas posso ser solidão. Tranquilidade e inconstância, pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. Música alta e silêncio. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. Não me limito, não sou cruel comigo! Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer… Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. Ou toca, ou não toca"
Clarice Lispector


Fazer uma apresentação... Ok ! Prazer, meu nome é Sibelly. Meu pai quem escolheu esse nome, inspirado em uma criança que ele conhecia. Num é que deu certo ? O nome da gente carrega nossa identidade, e o meu não podia ser diferente: Nem tão estranho, nem tão comum, igual a mim. Costumo dizer que sou aquilo que Deus diz a meu respeito, afinal, sou criação Sua e ele me conhece melhor do que eu mesma. Não sei me definir, não sou acostumada a saber,isto é, estou aberta a aprender, mesmo sendo um poço de preguiça e rainha da procrastinação. Só posso dizer que eu estou tentando, de verdade. O Serviço Social faz parte da minha vida de tentativas, e está dando muito certo. Vai que tentando mudar o sistema eu acabe conseguindo ? Seria legal! não pra mim, mas para as pessoas que sofrem caladas todos os dias, as vítimas oprimidas pelo sistema que as exclui e culpa pela exclusão. Mas, voltando a mim... Me sinto como Peter Pan, não quero crescer! Amo ler e escrever. Fã de Clarice Lispector, inspirada pelo Pequeno Príncipe. Gosto demais de música (mpb, alternativa, folk, e da cantora Taylor Swift em particular). Sou cristã, da Igreja Assembléia de Deus do Farol, missionária nas horas vagas. Odeio esportes, mas faço musculação. Já conheci o meu futuro marido, mesmo tendo apenas 18 anos. Sou relativamente tímida, meus amigos entendem bem o que quero dizer com ''relativamente'',um exemplo é este pequeno texto que está num blog na internet, não gosto que leiam o que eu escrevo, porque sei que é péssimo e sei que é íntimo. Sou apaixonada pela minha família, embora eu fique trancada no quarto. Enfim, sou muito confusa e muito inconstante. Vivo em contradição comigo mesma. Nunca sei o que quero. É isso ai !

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Apresentação de Rafaela Lamenha,18 anos, estudante de Serviço Social.


Durante um longo período de reflexão, me perguntei :quem sou eu? O que represento nesse mundo? Perguntas que soam tão simples e ao mesmo tempo tão complexas. Pois bem, sou uma pessoa que nesse momento clama: inspiração chegue mais pra perto,que eu preciso escrever! Eis quem sou: Alguém! Alguém que clama à liberdade e que odeia depender dos outros. Uma pessoa invariavelmente bem-humorada. Alguém que detesta chegar atrasada aos lugares. Alguém um tanto reservada,que não curte ambientes apinhados de gente,preferindo os lugares mais contidos e sim, distantes da realidade! Alguém que as vezes prefere ficar só,no mundo do faz-de-conta,afastada das pessoas,tirando assim um tempo de tudo e de todos,dedicando-se a reflexão da vida. Um lobo solitário.Sabe,as vezes,é bom sair um pouco fora de si,viajar por mundos inexistentes,que só existem em seu interior.Ah! E fazer tudo isso,sem ao menos sair do lugar!Alguém que não entende as pessoas. E acredite ,não é por falta de esforço! Alguém que em alguns momentos bate uma vontade louca de sair andando sem rumo,sem destino. Alguém “meio atrapalhada” que sempre quebra ou derruba alguma coisa. E dessa falta de jeito somam-se mais hematomas do que se consegue contabilizar. Alguém que estima e ama a família incondicionalmente. Alguém que tenta viver um dia atrás do outro,com dignidade e a cabeça erguida. Alguém que tenta de todas as maneiras não se decepcionar,criando dentro de si uma muralha de gelo.  Mas,que nunca deixa de acreditar nas pessoas.Alguém que alude a vã tentativa de não dá “corda” demais a imaginação, e se perder em mundo "cor-de-rosa". Alguém que se contrariada,sai rapidamente do sério,mas logo após é invadida por uma maré de arrependimento.  Alguém que curte o doce som produzido por um piano. Alguém que sabe destilar o desprezo na mesma intensidade que a  simpatia.Alguém que tem aversão as injustiças sociais,com um espírito revolucionário a germinar no coração. Uma pessoa tímida.Sim,muito tímida, chegando ,muitas vezes,a evitar pessoas. Alguém um tanto orgulhosa,observadora,discreta,perfeccionista,impaciente e detalhista ao extremo. Alguém que preza coisas antigas. E por que não um pouco de drama? E não nos esqueçamos, o mais importante: uma amante dos livros. O meu vicio por assim dizer! Uma escritora principiante e com sede do doce sabor da vitória! E pra fechar,uma pessoa simples: gosto de sentir o chicotear da chuva em meu rosto,o vento frio nos cabelos, sentar em meio a um típico dia nublado e ler aquele velho romance ,sentir o aroma de terra molhada e é claro de livros,tantos os velhos como os novos!
Ah,dizem que é gente boa essa tal de Rafaela! Vai saber né?

"E se me achar esquisita,
respeite também.
até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)

Apresentação Rafael

           

           Ola, aqui quem posta é José Rafael Marinho Acioli, mas podem chamar de Rafá... Tenho 19 anos completados recentemente dia 23/11... Estou cursando serviço social e estou no segundo período do curso...
           Moro em RL City (Rio Largo) moro aqui a minha vida todo e nasci em Maceió, moro com minha mãe em um sitio amo este lugar, apesar de ser um pouco atrasado.
          Terminei recentemente o ensino médio no Colégio Agnus Dei COC aqui mesmo em Rio Largo, ao fim do ano passado tive a excelente noticia que iria estudar na UFAL, como sempre foi meu sonho dar esse orgulho a mim mesmo principalmente e aos meus familiares, estou muito feliz ao cursar esse curso;).
          Sou Otaku, viciado em animes e mangás da cultura japonesa, otaku significa infantil em japonês, que é uma palavra que infeliz ou felizmente me define muito bem,  muito de seriados norte americanos e pop, rock e às vezes dependendo da ocasião um axé... Amo minha mãe e gosto muito dos meus amigos... Aqui fica um pouco de mim... Qual quer duvida estou ai...


                         Kisses and Hugs  xoxox Rafá!! :)

domingo, 9 de dezembro de 2012

Apresentação Drielly Assis

      Olá, meu nome é Drielly Barbosa de Assis (18), mas podem me apelidar (nada pejorativo). Atualmente sou graduanda do 2° período do curso Serviço Social pela Universidade Federal de Alagoas.
      Nasci em Minas Gerais, onde grande parte da minha família reside e apenas uma pequena parcela se mudou para Maceió - AL.
     Terminei o 2° grau no Colégio de São José e estou dando início a uma nova fase da minha vida cursando aquilo que sempre tive vontade.
     Amo minha família - em especial: meu pai -, amigos, roxo, seriados e música sertaneja.
     Um abraço,

     Drielly Assis.